Celebrado em 7 de abril, o Dia Nacional do Jornalista marca a memória de João Batista Líbero Badaró e reforça a importância da liberdade de imprensa no país. No entanto, nos últimos anos, a data tem sido acompanhada por reflexões preocupantes sobre as condições de trabalho da categoria.
Relatórios da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) indicam que o período entre 2019 e 2022 registrou um aumento expressivo de ataques a profissionais da imprensa, incluindo agressões verbais, físicas e campanhas de descredibilização. O ambiente político polarizado e o uso intensivo das redes sociais ampliaram a disseminação de informações falsas e ataques direcionados, especialmente contra mulheres jornalistas.
Casos de hostilidade pública envolvendo autoridades também contribuíram para esse cenário. Durante esse período, episódios de confronto verbal com jornalistas ganharam repercussão nacional, intensificando o debate sobre o respeito à atividade profissional.
Nos anos mais recentes, houve redução em alguns tipos de violência, mas entidades como a FENAJ e levantamentos citados pela Câmara dos Deputados apontam que o ambiente ainda é considerado preocupante, com registros frequentes de intimidação, assédio judicial e tentativas de cerceamento da atuação da imprensa.
Apesar das dificuldades, o jornalismo segue desempenhando um papel central na sociedade. É por meio dele que informações são apuradas, investigadas e apresentadas à população, contribuindo para a transparência e o acompanhamento das ações de agentes públicos e privados.
Mais do que uma data comemorativa, o Dia do Jornalista se consolida como um momento de reflexão sobre a importância da profissão e da defesa permanente da liberdade de imprensa: um dos pilares fundamentais da democracia.
Por Hamilton Rocha.




