O transporte coletivo de Uberlândia vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Passageiros enfrentam diariamente ônibus lotados, atrasos constantes, veículos quebrados e redução na qualidade do serviço, agravando a mobilidade urbana na cidade. Paralisações recentes de motoristas, motivadas por atrasos salariais e problemas trabalhistas nas concessionárias, também contribuíram para o caos nos terminais e pontos de ônibus.
A atual gestão municipal assumiu a Prefeitura com orçamento apertado e dívidas elevadas deixadas pela administração anterior, cenário que impacta diretamente a capacidade de investimento no setor. Além disso, mudanças no transporte escolar geraram reclamações de famílias após estudantes acima de 12 anos passarem a utilizar o transporte coletivo comum no lugar do serviço específico de vans e ônibus escolares. A situação chegou à Justiça, que determinou o retorno do atendimento adequado aos alunos.
Enquanto isso, moradores também cobram alternativas mais eficientes de mobilidade. Apesar de possuir relevo predominantemente plano, Uberlândia ainda sofre com a falta de ciclovias e infraestrutura voltada ao ciclista e ao pedestre. Especialistas apontam que investir em mobilidade ativa poderia reduzir o trânsito, melhorar a qualidade de vida e oferecer mais economia ao trabalhador. Hoje, porém, a cidade segue priorizando o automóvel, enquanto a população enfrenta diariamente os reflexos de um sistema de transporte cada vez mais sobrecarregado.
Da Redação.




